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Afinal, Guaíra tem agora seu elevador

Na noite de quarta-feira, 10, na estréia da ópera "Helka", pela primeira vez os espectadores que por idade ou problemas físicos nunca puderam assistir espetáculos no primeiro e segundo balcão, não terão mais este problema. Finalmente, um amplo elevador estará funcionando, atendendo uma reivindicação que se fazia desde que o auditório Bento Munhoz da Rocha Neto foi inaugurado - completando assim, uma obra cujo projeto foi elaborado há mais de 40 anos - e cuja construção arrastou-se por mais de duas décadas e cinco diferentes governos. Poderia ser feito até uma inauguração oficial do elevador, tal a sua importância dentro da estrutura do grande auditório do teatro iniciado na administração de seu patrono. Entretanto, na discrição e operosidade que caracteriza sua administração, o superintendente Constantino Viaro, preferiu apenas um ato simples, com a possível presença do secretário René Dotti, da Cultura e do governador Álvaro Dias, às 11h desta sexta-feira, quando o elevador de 4,6 toneladas, comandado eletronicamente, sem ruídos, fará o percurso entre o térreo ao terceiro pavimento. xxx O custo para que os milhares de espectadores do Teatro Guaíra tivessem a partir de hoje este conforto foi quase simbólico: apenas Cr$ 10 mil pagos pela Fundação Teatro Guaíra. Graças a Lei Sarney, quando ainda em vigor, e o bom trabalho que Constantino Viaro desenvolve há quase quatro anos na direção do teatro, a empresa SUR fez a doação do elevador - cujo custo real é de milhões de cruzeiros. Isto porque considerando a característica do projeto - um elevador para 25 pessoas, com motores totalmente silenciosos (para não interferir nos espetáculos) os controles computadorizados, a unidade teve que ser especialmente desenvolvida pela indústria SUR. xxx Paralelamente ao início de funcionamento do elevador, também outra obra complementar do grande auditório que há anos se arrastava está sendo completada: modernas instalações para o bar, dividido em duas unidades, com balcões frigoríficos, freezers e um aspecto de limpeza e conforto que inexistia nas instalações improvisadas feitas há 18 anos e que vinham se perpetuando. Agora com novo arrendatário - selecionado através de concorrência, o bar do Guaíra passa a oferecer melhores opções aos espectadores, com tabelas de preços devidamente controladas pela diretoria administrativa para evitar explorações nas vendas, assim como a qualidade dos produtos deterioráveis (salgadinhos, doces, etc) ali vendidos. xxx Agora, só falta a chapelaria ser ampliada e realmente funcionar, especialmente nos dias de chuva e frio, para que o Teatro Guaíra ofereça bons serviços aos espectadores. O arquiteto Rubens Meister, autor do projeto, supervisionou os detalhes de implantação do elevador (originalmente, havia previsões para 4 pequenas unidades), bem como do bar, conforme contratualmente lhe é assegurado. Profissionalmente, nos sentimos felizes em fazer este registro, pois deste espaço, há anos que cobramos a instalação deste elevador, tão necessário para um auditório das proporções do Guaíra, possibilitando acesso confortável a platéia, 1º e 2º balcão por pessoas idosas ou com deficiências físicas. À Constantino Viaro, cuja competência administrativa a cultura do Paraná tanto deve, credite-se mais esta obra. xxx O início de funcionamento do elevador coincide coma penúltima grande produção supervisionada por Viaro: a ópera polonesa "Helka", de Stanislaw Moniuzko, com direção de Maria Foltyn, cenografia de Josef Napiorkowski e coreografia de Klara Smito Sliwinskka (temporada de 10 a 14). Dois elencos - um com solistas poloneses, outro com brasileiros - se revezarão nesta produção co-financiada pelo governo da Polônia. Em novembro, finalmente estréia uma peça capaz de fazer o Teatro de Comédia do Paraná recuperar o prestígio e grandeza que teve no passado: "As Feiticeiras de Salem", de Arthur Miller, direção de Marcelo Marchioro.
Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Estado do Paraná
Almanaque
Tablóide
24
05/10/1990

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