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O cinto de segurança rompeu no acidente que matou Gonzaguinha

Somente hoje à noite, após o final de "Pense N'Eu - Gonzagão/Gonzaga/Gonzaguinha" (Avenida Luiz Xavier, à partir das 19h), Renato Costa, advogado, animador cultural e maior responsável por este evento em homenagem a Luiz Gonzaga e, especialmente, Gonzaguinha - na data do 1º ano de morte do autor de "Explode, Coração" - revelará, um fato da maior gravidade e que, por um ano, foi de conhecimento de pouquíssimas pessoas. No acidente fatal, que às 7h30 da manhã de 29 de abril de 1991, vitimou Gonzaguinha e o empresário Aristides Pereira - e provocou 17 fraturas em Renato. Que ao longo de dez meses teve que se submeter a seis delicadíssimas operações, o Monza, placa AOM-8373, em que viajavam com destino a foz do Iguaçu, teve seus cintos de segurança arrebentados no impacto. Tratava-se de um veículo novo, ano de fabricação 1991, adquirido em fevereiro pelo produtor de shows O . Mello, de Cascavel, e o fato está até hoje a merecer investigações. Como permaneceu em coma por 45 dias - e passou os meses seguintes em dolorosos tratamentos, desenvolvidos entre Brasília (onde reside sua família) e São Paulo, Renato Manoel Duarte Costa, não teve condições de, imediatamente, denunciar este fato. Entretanto, familiares e amigos que tomaram conhecimento chegaram a receber veladas ameaças, de forma que, só agora, quando considera cumprida sua missão maior - promover o grande evento em homenagem aos Gonzagas - Renato pensa em iniciar um processo a respeito. Afinal, só em tratamento hospitalar teve que investir mais de US$ 100 mil, soma que conseguiu graças à generosidade de grandes amigos-artistas que, em três shows, levantaram estes recursos. "Entretanto, mais do que o dinheiro, só a gravidade de cintos de segurança, novos, que deveriam resistir ao impacto, terem se rompido com o primeiro impacto, ocasionando duas mortes" diz o advogado, que não pensa apenas em indenização financeira, mas, sim, "alertar publicamente de que material de qualidade inferior pode ter sido utilizado para a fabricação de cintos que teoricamente são de segurança". xxx O Monza encontrava-se no seguro, que deve ter feito uma rigorosa inspeção técnica em seus destroços. Afinal, uma pequena indenização - pela morte de Gonzaguinha e Aristides - foi paga às suas famílias. Entretanto, até agora, nenhum processo relacionado ao rompimento dos cintos de segurança foi levantado, o que teria início com o depoimento que o advogado Renato Costa, único sobrevivente, fará através de carta precatória junto à delegacia de Francisco Beltrão no decorrer de maio. Um processo que, sem dúvida, poderá ter repercussão nacional e além de altíssimas indenizações pode resultar em um grande desgaste e as fábricas dos cintos de segurança e, mesmo da indústria automobilística. xxx Com a participação especial de Fagner - numa prova da maior amizade que tinha pelos Gonzaga - de três artistas, familiares dos homenageados - o filho de Gonzaguinha (de seu casamento com Angela, falecida no ano passado), Daniel, 17 anos, cantor; a irmã - Chiquinha, 71 anos e seu sobrinho, o acordeonista Joquinha, 45, - "Pense N'Eu" terá também Oswaldinho do Acordeon e os músicos que, por anos, fizeram parte da banda de Gonzaguinha - Pascoal Meireles, Jota Morais, Ricardo Pontes, Jamil Joanes e Mingo, percussionista, atualmente trabalhando com Paul Simon e que veio especialmente dos EUA para este evento. Que terá missa às 17 horas na capela do Palácio Iguaçu, será aberto com músicos paranaenses e terá o ponto alto na formalização da Fundação [Aza] Branca, criada informalmente quando do primeiro aniversário da morte do "Lua", e que ganhou sua forma jurídica graças à dedicação da advogada Márcia Hoffman, por coincidência curitibana, assessora jurídica do senador Marco Maciel. - "A advogada Márcia e o senador Maciel, ao lado do governador Requião, foram fundamentais para que "Pense N'Eu" pudesse acontecer e eu, sentir-me, em condições de dizer, "missão cumprida" - afirma, com emoção Renato Costa.
Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Estado do Paraná
Almanaque
Tablóide
24
29/04/1992
Infelismente a morte é o peor, mas o mais dificil depois da morte é saber que para que se faça/cumpra a justiça tenhamos que passar por tudo isso, imagina para uma pessoa que nao é conhecida de nada, é apenas um trabalhador do dia dia quanto anos mais seri nescessario para que a " justiça " te possa dar uma resoluçao com respostas concretas...............................

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