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Aramis

Artigos por data (1988 - Dezembro)

No campo de batalha

Domingo, no cine Ritz, houve a pré-estréia de "Um Filme 100% Brasileiro", premiado no III RioCine Festival, e que finalmente terá seu lançamento em Curitiba.

"Romance" com gente humilde

A premiação que acaba de receber no 10º Festival do Cinema Latino Americano de Havana, encerrado no último fim de semana, talvez ajudasse a carreira de "Romance da Empregada" neste seu retorno ao Cine Ritz - e no qual atraiu menos de 500 espectadores ao longo de uma semana. Mais uma vez o público desprezou um filme interessante/importante, que em termos de marketing, sofre um problema capital: não é uma obra sobre pessoas e ambiente bonitos.

Colegas esqueceram a homenagem para Kraide

Pelo menos durante uma década, Antônio Carlos Kraide (Piracicaba, 1-06-1945-Curitiba, 19-01-1983) viveu em nossa cidade. Aqui fez e viveu teatro - de seus tempos de aluno do curso de Arte Dramática da Fundação Teatro Guaíra até o mais criativo (e promissor) diretor revelado nos anos 70, com uma carreira brilhante e que uma morte brutal - um assassinato até hoje nunca esclarecido devidamente - veio interromper há três anos.

No campo de batalha

Erratas na reportagem sobre os filmes brasileiros que devem chegar as telas em 1989 publicada domingo, no Almanaque. Noiltom Nunes trabalha há mais de 5 anos na produção "Fronteiras - A Saga de Euclides da Cunha" - que virou Euclides Cardoso no texto publicado. O bom "Kid", radialista há três décadas e hoje diretor da Independência/109, tem uma saga em favor do bom rádio - mas nada em comum com o autor de "Os Sertões".

"Vídeo 89", verdadeira enciclopédia de cinema

O vídeo já começa a adquirir maturidade com o saneamento do mercado. O público está cada vez mais exigente e em busca de informações especializadas, o que fortaleceu inúmeras revistas e fez com que Oceano Vieira de Mello, de Campinas, pudesse transformar seu modesto "Jornal do Vídeo" numa participação que lembra em tudo a "Variety".

Em defesa de nosso cinema

O cineasta Sebastião França, assessor especial do secretário René Dotti, aproveita a viagem ao Rio de Janeiro neste final de ano para formalizar com a Fundação do Cinema Brasileiro o aditivo no convênio entre aquela instituição e a Secretaria da Cultura prorrogando em 180 dias o prazo para que os realizadores paranaenses, selecionados para produzirem quatro curtas-metragens possam apresentar seus trabalhos. Conforme denunciamos, a Secretaria da Cultura estava encontrando dificuldades para obter um contato com o presidente-interino da FCB, sr.

No campo de batalha

1989 começa em alto astral para o casal Leila Pugnaloni/Jaime Lichinski, há mais de um ano em fase de lua-de-mel perfumada. No dia primeiro, Jaime assume a secretaria da Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba. Dois dias depois estará no Rio de Janeiro, para a vernissage da mostra "Alphavelas" de Leila Pugnaloni na prestigiada galeria da Casa de Cultura Laura Alvim (Avenida Viera Souto, 176, Ipanema).

A festa da Gralha Azul

Uma festa simples mas emotiva: terça-feira, ao entardecer, no auditório Salvador de Ferrante, o lançamento oficial de "Gralha Azul", reeditado pela Secretaria da Cultura através da Coordenadoria de Ação Cultural, dirigida por Sale Wolokita e que tem como braço direito o incansável Cláudio Ribeiro. Ely Camargo, a cantora que gravou em 1965 o disco, não pôde vir, assim como Braz Bacarim, na época diretor artístico da Chantecler - e que apoiou o projeto.

Roger, o Sr. Coelho com alta tecnologia

Nesta última semana de 1988, o coelho é quem manda! Se não fosse Roger Rabbit desembarcando em 80 cinemas de 35 cidades - em Curitiba nos cines Astor e Bristol - não haveria estréias importantes. Apenas nas primeiras semanas já faturou nos Estados Unidos 100 milhões de dólares e chega ao Brasil com um marketing promocional capaz de ganhar capa de "Veja".

Nossa cultura municipal custa US$ 7 mil por dia

Quanto custa a cultura oficial para o município de Curitiba? Eis uma boa pergunta. E que merece reflexões agora que haverá o ritual de passagem do poder peemedebista para o governo de coligação oposicionista que venceu as eleições no dia 15 de novembro.

Erros e acertos de Marés, coerente ideologicamente

Desde que assumiu a presidência da Fundação Cultural de Curitiba, na manhã de 11de abril de 1983, em substituição ao publicitário Sérgio Mercer, o advogado Carlos Frederico Marés de Souza, então com 35 anos, traçou uma linha ideológica-cultural para marcar sua administração.

Pesos pesados nas telas enfraquece outras opções

A força com que "Uma Cilada Para Roger Rabbit" chega é tamanha que pode ameaçar até os dois outros pesos-pesados em termos de bilheteria que estão em exibição: "O Casamento dos Trapalhões" (Plaza/São João/Lido I) e "Willow - A Terra da Magia" (Condor). Estes, também com ótimas rendas, vão dobrar o ano - e as perspectivas de Roger Rabbit é que permaneça ao menos dois meses em cartaz.

Show do Gralha Azul fez homenagem a Nhô Belarmino

O ponto alto do show de relançamento do disco Gralha Azul, terça-feira passada no Guairinha, foi a emotiva homenagem prestada pelos músicos ao saudoso Nhô Belarmino. No palco, Nhá Gabriela e o filho Ivan Graciano, no acordeon, deram o toque alegre e nostálgico ao espetáculo com a música "As mocinhas da cidade".

As mensagens de (Feliz) Natal

A Global Editora, de São Paulo - especializada em obras de autores de esquerda - distribuiu um cartão no qual está clara sua ideologia, com uma passeata no qual brilham as bandeiras do PSB, PCB, PDT, PT e até do movimento feminista. Outra editora - a Sigla - usa um cartão dobrado com a frase "A gente só muda o Brasil se usar a força". Abrindo-se, a receita: A força do trabalho/ A força da honestidade/ A força do amor/ A força da verdade/ A força da amizade/ A força da união/ A força da solidariedade/ A força do humor/ A força do voto/ A força de vontade. xxx

Glauce Rocha, uma biografia que demorou 17 anos para ser escrita

Ao lado de Cacilda Becker e Fernanda Montenegro, ela era considerada uma das três melhores atrizes brasileiras. Morena, expressão dramática transmitia uma extraordinária emoção - e ao longo de duas décadas de carreira atuou em 55 montagens teatrais, meia centena de programas de televisão (a maioria, infelizmente, quando ainda inexistia o vídeo-teipe, perdendo-se assim registros) e em 23 filmes - alguns dos quais básicos do Cinema Novo.

Baiano Caldas e boas reedições

O baiano Luiz Fricote foi a revelação da música de verão de Salvador, catipultuando em carnavais passados os chamados ritmos "deboche" e "fricote" com sucesso como "Haja Amor", "Lá Vem o Guarda", "Flor Cigana" e "Classicaxé".

Angela Ro-Ro volta cantando a paixão.

Com um repertório diversificado e, sobretudo, bom marketing, Simone tem seu habitual disco de final de ano disputando o ranking dos mais vendidos, enquanto Beth Carvalho, num brasileiríssimo álbum com os melhores sambas marca sua estréia pela Polygram - após anos na antiga RCA (hoje BMG/Ariola). Outra vozes femininas também estão na praça procurando espaços específicos. A começar por Angela Ro Ro, que após um interrupção de três anos volta ao disco (Estúdio Eldorado), com sua voz marcante, sofrida, blusística (se não existe, aqui fica o neologismo), como sempre num trabalho apaixonado.

Uma atriz visceral, profunda, emotiva!

Glauce nasceu na madrugada do dia 16 de agosto de 1930 em um sítio no local onde hoje passa a Avenida Calógeras, em Campo Grande. Nome de batismo: Glauce Elddé Araújo Rocha. Filha de um alagoano, tenente do exército, Leopoldino de Araújo Rocha e de Edelweiss Lingensfritz Rocha - de quem herdou a redução familiar, afetiva ("Elddé") do segundo nome. Quando tinha cinco anos, Glauce presenciou uma tragédia: numa festa numa localidade próxima a Campo Grande (Bela Vista), seu pai foi covardemente assassinado por um mau elemento, o cabo Cândido. O fato marcou sua vida. Diz Guizzo:

O misticismo na vida da artista

Glauce Rocha morreu em São Paulo, no auge de sua carreira, no dia 12 de outubro de 1971, vítima de enfarte, segundo os médicos, em uma idade (41 anos) em que é difícil acontecer em mulheres. A atriz teria morrido por excesso de trabalho e porque fumava muito. Entretanto, como José Octávio Guizzo revelou em bonita reportagem no "Correio do Estado", de Campo Grande (edição de 13/12/88), "sua morte, no entanto, é cercada do misticismo que a acompanhou desde pequena".

MT, um pesquisador

Numa bela crônica que começou a escrever no avião que o trouxe de Campo Grande na semana passada, José Octávio Guizzo recorda os seus anos de Curitiba, onde chegou em 1959 para estudar Direito - curso que inexistia então em sua cidade natal. No emotivo texto - que promete enviar para ser publicado aqui no "Almanaque" - Guizzo recorda seus verdes anos de Curitiba, morando em pensões - depois num apartamento na Rua Westphalen, 640, dividido com dois colegas de faculdade - o Faxinal (Antônio Sêga, hoje promotor aposentado) e Werner Jahnkee (hoje assessor jurídico da Paraná Equipamentos).
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