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Aramis

Artigos por data (1991 - Setembro)

As vanguardistas parcerias deste talentoso Cavalcanti

"Uma canção não é uma letra entoada. Uma canção não é uma melodia que diz. Uma canção é algo que ocorre entre verbo e som, sem privilegiar nenhum deles". (Arnaldo Antunes, poeta, letrista). Noite destas, no sempre notável "Jô: Onze e Meia", o poeta e letrista Abel Costa, falou sobre a importância dos letristas e, surpreendentemente, mostrou também uma belíssima voz, acompanhando-se ao violão. Um profissional que tem uma obra do melhor nível, com vários (e importantes) parceiros (Suely Costa, Fagner, etc.).

Trilha Sonora - Uma nova "love story" embalada nos sopros românticos de Kenny

Lágrimas, ouvidos, corações alertas: a partir de agora é o momento Dying Young - ou, no título no Brasil, "Tudo por Amor". O clip-trailler com metragem acima do normal, suficiente para permitir todo o solo do instrumentista Kenny G, já está em exibição nos melhores cinemas da cidade, emoldurado com as imagens da "golden girl" deste início de década: Julia "Uma Linda Mulher" Roberts.

Cher, a que deu a volta por cima, em alto astral

Um dos maiores exemplos de volta por cima foi o que a cantora Cher (Cherilyn Lapiere, El Centro, Califórnia, 20/05/1946) deu nos anos 80. Identificada apenas como a parceira de Sonny (Salvatore Bono, Detroit, 16/02/1935), numa carreira iniciada em 1964, quando se conheceram num restaurante, logo estouravam um hit - "Baby, Don't Go", iniciando um longo contrato com a Atco/Atlantic. Cher é hoje uma superstar solo.

Caras (e vozes) novas do pop

Uma nova cantora da linha pop chega ao Brasil: Amy Grant. Ela tem uma carreira bem curiosa: só no início deste ano, nos EUA, explodiu com "Baby Baby", faixa de trabalho de seu mais novo disco ("Heart in Motion", A&M Records/Polygram), que representou uma virada de 370º pois começou bem menos elétrica: era a garotinha que cantava nos corais da igreja e colégio e todo dia encontrava tempo para "peruar" auditivamente no quarto das três irmãs mais velhas, loucas pelo som dos Beatles, Byrds e proibidíssimos The Doors (que com o filme de Oliver Stone voltam a ser curtidos).

Premiado "Ameríndia" será exibido graças ao Simuc

Graças ao Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba, um dos mais importantes documentários da nova safra do cinema brasileiro terá como exibição especial amanhã no Cine Groff, às 20h30.

"Cortesia" demagógica com filmes alheios

Se não fosse a dignidade e coerência dos realizadores Fernando Severo e Fernanda Morini, a "coordenadoria" (sic) de cinema da Fucucu teria criado um constrangedor atrito entre o prefeito Jaime Lerner e a secretária Gilda Poli.

Césio 137, um alerta de utilidade pública

Há dois anos, ainda sob o impacto do "Césio 137", premiado nos festivais de Cinema de Natal e Brasília, em 1970, sugerimos numa conversa informal ao prefeito Jaime Lerner que mais do que todo o blá-blá que se faz para dar a Curitiba uma dimensão de Capital Ecológica do Brasil, a exibição do filme de Roberto Pires seria o gancho ideal para todo um evento ligado ao cinema (e vídeo) ecológico.

Denise e Cristóvão, a descoberta do sucesso

A temporada de Denise Stocklos neste final de semana ("Maria Stuart" e "Casa", Auditório Maria José de Andrade Vieira) tem um significado especial: há três anos que a mais famosa iratiense não se apresenta profissionalmente na cidade em que iniciou sua carreira artística e neste período se consolidou internacionalmente.

Xiquinho, chumbo e amor

Difícil imaginar Xiquinho - no registro civil Osmar Zimmerman - morto. O mais jovem dos irmãos, cabelos loiros - que lhe valeram, ainda criança, o apelido retirado do personagem das histórias em quadrinhos da revista "O Tico Tico", que trocaria o linotipo pela mesa de redação da equipe fundadora da "Tribuna do Paraná", na qual introduziu uma novidade para a metade dos anos 50: a diagramação.

Direito de resposta

Reportando-me ao que foi veiculado, terça-feira, na coluna, sob o título CORTESIA DEMAGÓGICA COM FILMES ALHEIOS, apreciaria imensamente, a bem da verdade, esclarecer o que segue:

O mestre Moura revisita em afro o mestre Caymmi

Depois do último fim de semana com um espetáculo musicalmente cool, na união perfeita do virtuosismo do baixo de Arismar do Espírito Santo com os harmoniosos teclados de Amilson Godoy, a temporada musical do Paiol terá a partir de hoje outro belíssimo momento instrumental - desta vez com temperatura mais elevada: Paulo Moura, com um repertório calcado especialmente na sua leitura afro-jazzística da obra de Dorival Caymmi, espécie de amostragem ao vivo do seu último álbum ("Chorus"), já considerado como um dos melhores do ano.

Cortesia demagógica com filmes alheios

Apesar das 144 linhas ocupadas em nossa coluna de ontem pelo "Direito de Resposta" do sr. Francisco Carlos Nogueira, Coordenador de Cinema da Fundação Cultural de Curitiba, nenhuma das colocações feitas na edição de 10 do corrente ("Cortesia demagógica com filmes alheios) foi contestada. Ao contrário, o coordenador (sic) reconhece que a ajuda que a FCC liberou foi realmente "irrisória" frente aos valores atualizados dos filmes e que a Mostra Internacional de Curta-metragens só veio a Curitiba graças a sra.

"Césio 137", estréia importante

De longe, o mais importante filme que finalmente chega a Curitiba é o contundente e atualíssimo "Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia", de Roberto Pires - documento-drama sobre a tragédia ocorrida há quatro anos.

Livro sobre INRI Cristo torna-se um best-seller

Quando Arnold Schade, 51 anos, proprietário de um estúdio de fotografias e vídeo - voltado mais ao atendimento de festas sociais, decidiu investir Cr$ 5 milhões para a edição de um livro sobre uma das mais controvertidas personagens de Curitiba - INRI Cristo, não foram poucos os que imaginaram que teria um grande prejuízo. Agora, passados apenas 4 meses da noite de autógrafos (17 de abril, Hotel Promenade), de "INRI Cristo - O Furacão sobre o Vaticano S/A", Schade já está passando seu estúdio ao filho para se dedicar apenas à edição de livros.

TV, Rhodia e GM em livros indiscretos

Mesmo com toda sua experiência na área editorial, Claudemir Baro, representante local da Best Seller, ficou surpreso com a corrida às livrarias em busca de "O Campeão de Audiência", o demolidor livro de memórias do "golden boy" da televisão brasileira, Walter Clark, lançado há poucos dias.

Nas imagens de "Michaud", a busca do paraíso ecológico

A raquítica filmografia sobre as artes plásticas no Paraná ganhou uma excelente contribuição graças ao talento de um cineasta paulista, Roberto H. D'Ávila: "Michaud", curta de 10 minutos, 16mm, rodado no Litoral faz com que um dos mais sensíveis pintores de paisagem paranaense seja praticamente redescoberto.

Helton, vivendo para promover a melhor MPB

Qual a receita para fazer de um bar-restaurante mais do que um estabelecimento comercial, um ponto de encontro cultural? Muitos procuram a fórmula para conquistar um público legal num ambiente descontraído, amigo - em que o importante não seja o luxo e a sofisticação, mas a qualidade. Da comida, da bebida, do serviço, da música e, especialmente, das pessoas que o freqüentem. Um mestre com PhD nesta área é um mineiro-paulista que tem hoje a melhor casa musical paulista em termos de convivência e programação: Helton Altman, do "Vou Vivendo" em São Paulo.

No campo de batalha

Meio na surdina, sem maior divulgação, Celso Nunes - que no ano passado aqui dirigiu "Galileu", de Brecht, volta a montar um espetáculo financiado pela Fundação Teatro Guaíra. Será "O Guerrilheiro da Independência", do paulista Robert Wagner, vencedor do Concurso de peças Maurício Távora. Como uma das premiações é a responsabilidade de o governo do Estado patrocinar a encenação do texto vencedor, a peça de Wagner vai ganhar temporada oficial, apesar de muitos que a leram estarem com dúvidas em relação as suas qualidades.

Decibéis ensurdecedores neste pacote de rock/pop

Jovens, preparem seus ouvidos! O novo pacote de rock-pop e correlatos da EMI/Odeon é para ensurdecer mesmo os mais fanáticos curtidores do som que atinge decibéis máximos. Aos com mais de 30 anos, recomenda-se prudência e mesmo distância deste som para uma faixa especial de consumidores, daquelas que animam noite de danceterias como as Aeroantas da vida.

O Paulinho que ficou americanizado

Se a saída para o músico brasileiro era o portão internacional do Galeão, como teria dito Antônio Carlos Jobim antes de conquistar a América, ninguém melhor do que os percussionistas entenderam este recado. Basta fazer um levantamento do número de instrumentistas de nosso país que acabaram dando certo nos Estados Unidos - entre outros países - para se perceber que os homens do ritmo foram privilegiados.
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