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Aramis

Artigos por data (1992 - Janeiro)

No campo de batalha

Índice da crise que atingiu profundamente a classe média e mesmo superior: nunca as lojas que trabalham com locação de trajes para noivas foram tão procuradas. A "New Noivas Fashion" (Rua Professor Fernando Moreira, 185) da simpática Maria Inês Rodrigues Farias teve aumento de mais de 50% no aluguel de trajes. Em compensação diz a estilista, aquelas noivas que faziam questão de comprar seus vestidos hoje são tão raras quanto as virgens.. xxx

Plaza fechou as portas e Castro ficou sem cinema

Às vésperas do natal, o Sr. Cinésio Barbosa, 43 anos, como faz anualmente foi rever a sua cidade natal, Castro. Cinéfilo a partir do próprio nome, Cinésio aprendeu a amar o mundo das imagens na ampla tela do cine Plaza, na Praça Manoel Ribas, e, até vir estudar administração de empresas em Curitiba, em 1963 (*) não perdia os filmes exibidos naquela sala. Entretanto, ao chegar defronte ao cinema que durante quase 35 anos era o programa principal dos castrenses, teve uma grande tristeza: em novembro, ali havia ocorrido sua última sessão (**).

Reprises e continuações em semana sem bons lançamentos

Janeiro, verão, férias e programação tranquila nos cinemas. Se neste início de 92 não há grandes lançamentos destinados à platéias infanto-juvenis capazes de permanecerem semanas em cartaz - o novo Steven Spielberg só chega quando o Oscar estiver próximo (afinal "Hook", sua transposição da história de Peter Pan, pretende várias nominations), é tempo de reprises e continuações.

Aqueles tempos dourados com imagens de sonhos nas telas

O Sr. Felipe Fiorilo, 71 anos, desde 1962 residindo em Curitiba, surpreendeu-se quando o seu amigo Ismail Macedo, 67 anos, um castrense pioneiro da cinematografia no Paraná, lhe comunicou ontem que o cine Plaza havia fechado há menos de dois meses. Fiorino, filho de um pequeno banqueiro dos Campos Gerais - Vicente Fiorilo (1879-1958), foi quem se uniu em meados de 1956 ao fazendeiro Rivadavia Menarim, ao açougueiro Estefano Rudeck e a Gastão Negrão - estes dois já falecidos - para fundar a Comercial Castrense S/A acreditando no ramo da exibição como um bom investimento.

Editora da Universidade não morreu. Longa vida para ela!

O professor Carlos Alberto Faraco, reitor da Universidade Federal do Paraná, iniciou o ano nos enviando uma educada carta, em linguagem informal, na qual faz algumas colocações em relação ao comentário que aqui publicamos, em 17 de dezembro último, sobre a redução nas atividades da Editora "Scientia et Labor", mantida pela UFP.

Títulos diversificados que justificam melhor divulgação

Se proporcionalmente a medida em que a Editora da Universidade Federal do Paraná fizesse suas edições em 1991 tivesse tido a preocupação de divulgá-la junto a imprensa - como fazem todas as organizações editoriais (oficiais ou particulares), possivelmente muitos títulos teriam obtido grande promoção. Por exemplo, um dos mais conhecidos e estimados mestres de Karatê no Paraná, o professor Aldo Lubes, publicou - (e fora dos círculos de cultores de lutas marciais e seus discípulos, poucos tomaram conhecimento), "Caminho do Karatê" (74 páginas, ilustrado).

Fullgraf refaz as rotas de Martius e Spix, ecologistas do século XIX

Durante quase três semanas, a partir de 7 de dezembro de 1991, o cineasta Frederico Fullgraf percorreu 1.500 km, refazendo a primeira parte do roteiro que, há 175 anos foi percorrido pelos alemães Carl Friedrich Philip von Martius e Johann Baptist von Spix, realizando levantamentos da fauna e da flora nas regiões Sudeste, Central, Nordeste e ainda navegando pelo Rio Amazonas.

O cineasta que se preocupa sempre com o meio ambiente

Por sua formação de ecologista, desenvolvida principalmente na Alemanha nos anos 60/70 - quando ali foi estudar e se iniciou profissionalmente no jornalismo cinematográfico e para a televisão, Frederico Fullgraf tem realizado toda uma obra voltada a natureza e ao ambiente. Para documentar o fim das Sete Quedas, em 1982, (*) organizou um "Kuarup" ecológico, documentando-o em belíssimas imagens - que num documentário de 10 minutos, utilizando como texto apenas o poema de Carlos Drummond de Andrade na interpretação da atriz Lota Moncada, mostrou toda a beleza que a Usina de Itaipu destruiu.

Dois alemães que mapearam a flora e fauna do Brasil

"Ressoam aqui, na mais alvoroçada celeuma, chiados e gorjeios sem fim dos mais diversos gêneros de aves, e, quanto mais observamos o raro espetáculo, tanto menos vontade sentimos de perturbar aquele cenário pacífico da natureza". (Spix e Martius, 1820)

No campo de batalha

Só por sua elegância e bom senso o vice-prefeito e deputado Algacy Túlio deixou de levar ao público uma denúncia que poderia fazer o PDT iniciar 1992 com uma nova crise.

Fredi, o que clicou a história do teatro

Feliz uma cidade que tem a sorte de ter uma Secretaria Municipal de Cultura dirigida por gente competente. A professora e filósofa Marilena Chauí, secretária, paulista da área cultural vem dinamizando todos os setores da pasta, especialmente a área editorial. Tanto é que agora está lançando um novo volume, "Fredi Kleeman - Foto em Cena". xxx

Noite curitibana não promove nossa música

Ao contrário do que ocorre em outras capitais - sem falar no eixo Rio-SãoPaulo, mas lembrando Porto Alegre como um bom exemplo, a vida noturna de Curitiba é anônima em sua gente.

No campo de batalha

Graças ao bom trabalho que Valêncio Xavier desenvolve na coordenação do projeto Americanicidad - que idealizou para marcar, em termos visuais os 500 anos da descoberta da América - o representante no Brasil da Escuela Internacional de Cine y TV, Cosme Alves, conservador-adjunto da Cinemateca do MAM-RJ, decidiu que os próximos exames de seleção para candidatos a frequentarem os cursos em Santo Antonio de Los Baños, será realizado em Curitiba ainda neste primeiro semestre. xxx

Os cem anos de Plácido e Silva merecem intensas comemorações

Entre as efemérides culturais do Paraná neste 1992 está uma que, até o momento, ninguém quase lembrou: o centenário de nascimento do jurista, professor, jornalista e editor Oscar Joseph de Plácido e Silva (Maceió, 18/6/1892 - Curitiba, 16/1/1963).

Os 60 anos da José Olympio, a grande editora brasileira

Há 20 anos, quando Ismênia Dantas, na época assessora de imprensa da Editora José Olympio, convidou-me para almoçar na "casa" - a afetiva designação que identificava a sede da editora, na Rua Marques de Olinda, 12, no bairro do Botafogo, RJ, tive a alegria ao sentar na mesma mesa em que estava o fundador da empresa, o grande editor José Olympio Pereira Filho, como sempre rodeado de escritores ilustres, mais do que seus editados, grandes amigos.

A enciclopédia dos super-heróis que Goida escreveu

Goida Hiron Cardoso Geidanich, 55 anos, jornalista e publicitário, é um dos homens que mais conhece quadrinhos no Brasil. Tanto quanto o cinema - sobre o que escreve há quase 20 anos, na "Zero Hora", em Porto Alegre, o bom Hiron, membro permanente da comissão organizadora do Festival de Gramado do Cinema Brasileiro; sempre dedicou algumas horas por semana ao mundo dos quadrinhos.

No campo de batalha

Gerson Guelmann, chefe-de-gabinete - e candidato a suceder Jaime Lerner na Prefeitura - enviou fax para explicar que a Prefeitura promoveu "limpeza do terreno e retirada de mato e resto da poda" no jardim da mansão dos Gomm, no Batel, em litígio judicial desde a administração de Requião no município.

Quatro estréias e três boas reprises movimentam semana

Após uma semana sem maiores estréias, afinal começam a acontecer lançamentos atraentes: a partir de hoje, quatro novos filmes entram em exibição, além de três reprises de produções que, no ano passado entraram em várias relações dos melhores: "Encontro com Vênus" de Iztvan Szabo a "Loucos de Paixão" (White Palace), de Luís Mandoki e "O Céu que nos Protege" de Bertulucci.

Quatro estréias e três boas reprises movimentam semana

Após uma semana sem maiores estréias, afinal começam a acontecer lançamentos atraentes: a partir de hoje, quatro novos filmes entram em exibição, além de três reprises de produções que, no ano passado entraram em várias relações dos melhores: "Encontro com Vênus" de Iztvan Szabo a "Loucos de Paixão" (White Palace), de Luís Mandoki e "O Céu que nos Protege" de Bertulucci.

Sucesso de Aleida e Jerzy só não é aqui recomendado

20 anos de Brasil, 17 discos gravados, mais de 600 concertos em praticamente todos os estados. Números que identificam uma carreira de sucesso de um casal que, dedicando-se à música erudita - mas com abertura também ao popular - vem construindo um curriculum invejável: a pianista Aleida Schwitzer e o violinista Jerzy Milewski.
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