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Cine GROFF

Falta de previsão prejudica estréias

Poderá acontecer a qualquer hora: o lançamento do melhor filme do ano - que ironicamente será uma reprise - sem qualquer aviso prévio. Trata-se do seguinte: a UIP trouxe ao Brasil, para ser exibido no FestRio (novembro/84), cópias de três obras primas: "West Sid Story" (Amor Sublime Amor, 61, de Jerome Robbins (Robert Wise), "A Face In The Crowd"(Um Rosto na Multidão, 57, de Elia Kazam) e "The Night Of The Hunter" (O Mensageiro do Diabo, 55, de Charles Laughton).

Um novo cinema; e bons filmes

Já se disse que nenhum outro cinema é tão social quanto o norte-americano. Sem proselitismos ou demarcações ideológicas, a indústriade sonhos tem em produtos aparentementemente apenas comerciais saídos dos estúdios de Hollywood, muitas vezes, retratos significativos do "american way of life". Isto pode ser observado em duas atraentes realizações que finalmente chegam às nossas telas e merecem especial atenção. "Minhas Duas Mulheres" (Micki & Maude), de Black Edwards, (Cine Astor) deve repetir o mesmo êxito de "Mulher Nota 10" Ten) e traz o mesmo intérprete, o inglês Dudley Moore.

Mulheres & (suas) artes

Para apresentação da "Multidança" (auditório da Reitoria 28), a coreógrafa e bailarina Rita Pavão traz a Curitiba o coreógrafo Jurandyr Silva, ex-bailarino do Teatro Municipal de São Paulo, da Companhia Italiana de Ballet, de Carla Fracci, da Companhia de Dança Contemporânea "Danzatori Scalzi" e da Comédia Musical de Viena. Jurandyr apresentará a coreografia "Maracatuando", de raízes afro-brasileiras.

No campo de batalha

Mesmo tendo sido adiado o lançamento do livro "Londres / londrina", o historiador José Joffily passou dois dias em Curitiba. Na terça-feira, no bar do hotel Del Rey, teve o prazer de rever dois grandes amigos, os deputados Renato Bueno e José Tavares. Editado pela Paz & Terra, o novo livro de Jollify começa a provocar polêmicas pelas corajosas afirmações que ele faz, desmisficando muitos mitos em relação aos ingleses que colonizaram o Norte do Paraná. xxx

No campo de Batalha.

D'Alma, vigoroso trio de guitarras acústicas, apresents-se a partir de amanhã, no Teatro Paiol. Já com três elepês gravados, o grupo composto de André Geraissati, Ulisses Rocha e Mozart Mello, tem sido aplaudido inclusive internacionalmente e até influiu na iniciativa de John MacLaughlin, Paco De Lucia e Ad Di Miola para a formação de um grupo semelhante. Assitir ao D'Alma, neste final de semana, será o melhor programa para quem aprecia o que há de mais criativo na música contemporânea. xxx

Mato Grosso recupera filme de seu Estado

José Octávio Guizzo, 44 anos, presidente da Fundação Cultural de Mato Grosso, conseguiu recuperar um filme que se considerava definitivamente perdido: "Alma do Brasil", realizado por Líbero Luxardo e Alexandre Wulfes, na década de 30. Há 10 dias, no Teatro Glauce Rocha, em Campo Grande, houve o projeção desse pioneiro filme, o primeiro brasileiro sonorizado e que, rodado em Mato Grosso, contava o episódio da Retirada da Laguna, em 1867, durante a guerra com o Paraguai.

No campo de Batalha

Sábado, à meia-noite, e domingo, no Cine Groff, um clássico do cinema neo-realista: "Ladrões de Bicicletas", 1949, de Vittorio De Sica. ( Falando em obras-primas do cinema, na Cinemateca, neste fim-de-semana, oportunidade para conhecer lendárias realizações do russo Sergei M. Eisenstein: as duas partes de "Ivan, O Terrível".

Denoy e as heranças do CPC no cinema popular

A coincidência de encontrar-se em Curitiba para o lançamento de "O Baiano Fantasma" (Cine Groff, 5 sessões), na última sexta-feira, levou Denoy de Oliveira a participar de mesa redonda sobre o cinema e o teatro nos tempos do CPC, promovido pelo CAHS. Ao lado de Eduardo Coutinho, diretor de "Cabra marcado para morrer", Walmor Marcelino, jornalista e dramaturgo, e Euclides Coelho, animador cultural, dirigente de teatro de bonecos e um dos responsáveis pelo núcleo do CPC-PR entre 1962/64, Denoy deu importante contribuição aos debates, coordenados por Carlos Fernando Mazza.

"Cabra" como opção do sexo explícito

Após um verão de vacas magérrimas, em termos de opções culturais, a programação começa a melhorar. No Teatro Guaíra, na próxima semana, a estréia daquela que é, em nossa opinião, a melhor montagem feita no Brasil nos últimos anos: "Feliz Ano Velho", do livro-depoimento de Marcelo Paiva (já em 44ª edição pela Brasiliense).
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