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Cine GROFF

Artigo em 05.12.1981

Com toda razão o pintor Fernando Velloso, coordenador do Patrimônio Artístico da Secretaria da Cultura, adquiriu uma cópia do filme "A Vida de Brian", em redução de videocassete. Esta deliciosa e irreverente comédia - Exibida (sem sucesso) há duas semanas no cine Condor, foi rodada há 2 anos, na Tunísia e de seu elenco, como extra, participou a filha mais velha de Fernando e Philomena Gebram, a bela Cristina, hoje com 24 anos de idade.

Sabor (amargo) de Brasil (I)

A exibição simultânea de "Iracema, Uma Transa Amazônica" (cine Groff, hoje último dia em cartaz) e "Eles Não Usam Black-Tie" (cine Plaza, 14, 16, 20 e 22 horas) oferece uma dupla oportunidade de se conhecer dois dos melhores filmes contemporâneos. Não se trata, aqui, de fixar parâmetros geográficos e acrescentar a origem - brasileiros. As premiações internacionais que "Iracema" e "Black-Tie" obtiveram são mais do que atestados de suas qualidades, o reconhecimento de críticos e júris internacionais a duas obras vigorosas, corajosas e atualíssimas.

Artigo em 21.10.1981

LUÍS GUTTEMBERG, alagoano de formação paulista, primeiro chefe da sucursal da "Veja" em Brasília e desde 1975 o editor-chefe de "José - O Jornal da Semana Inteira" - passou ontem pela cidade. Um dos jornalistas mais bem informados do Distrito Federal e responsável por um semanário criativo e respeitado em todas as áreas - com circulação nacional. Guttemberg lançou em 27 de abril último o "DF Repórter", que agora também começará a circular em Curitiba - para assinantes que se disponha a pagar Cr$ 20 mil por ano para receber, diariamente, as informações mais confidenciais do Planalto.

Na Babilônia hollywoodiana, a colaboração de dois italianos

Mais do que a metalinguagem, o cinema inspirando o cinema tem material amplo para que cinéfilos (ou não) possam aprofundar suas pesquisas. Há livros a respeito e a relação de exemplos seria extensa. "Bom Dia, Babilônia", dos irmãos Taviani é (mais um) exemplo de um filme de amor ao cinema - e que portanto agradará muito mais aos que curtem aquela que já foi chamada de sétima arte, do que o espectador menos (in)formado e acostumado à linguagem da televisão - ou da redução dos filmes para o vídeo.

Cinco estréias trazem boas opções ao público

Uma semana com cinco estréias - entre as quais uma das mais aguardadas ("Bom Dia, Babilônia", dos irmãos Taviani, Cine Groff) é sempre estimulante. Outros filmes interessantes continuam em cartaz, embora o público, mais uma vez, não tenha correspondido nas expectativas do excelente "O Turista Acidental", de Leonard Kasdan, substituído por um thrilling interessante, mas que chega tão obscurecido que também pode fracassar: "Morto ao Chegar" (D.O.A.), da dupla Rocky Morton e Annabel Jenkel (Astor).

No campo de batalha

Atenção fãs de Orson Welles: no Ritz, em complemento a "Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos", está em exibição um excelente curta do catarinense Rogério Sganzerla: "A Linguagem de Welles". Realizado com sobras do material que havia reunido para "Nem Tudo é Verdade", o documentário sobre a passagem do realizador de "Cidadão Kane" pelo Brasil tem imagens antológicas. xxx A Secretaria Municipal de Turismo será anexada à Secretaria Municipal de Cultura, como uma simples divisão. Ainda não foi escolhida a senhora que irá chefiar este setor. xxx

A completa mostra do cinema documentário

São mais de 50 filmes - entre curtas e médias metragens, realizados desde a primeira década até trabalhos recém-concluídos - que estarão sendo exibidos a partir de amanhã, nos cines Groff e Cinemateca, dentro da Retrospectiva do Documentário Brasileiro. Embora tenha havido preocupação do coordenador-geral do evento, Francisco Alves dos Santos em repetir alternativamente os programas para que maior número de espectadores possa conhecer filmes raros, há muito merecedores de serem apresentados - será praticamente impossível acompanhar toda a programação.

Rosa, Estrelas e o terrir nas estréias

Algumas estréias importantes quebram, afinal, a mesmice cinematográfica das últimas semanas - além de um oportuno festival de filmes brasileiros inspirados em peças do teatro nacional. De longe, a melhor estréia é "O Nome da Rosa" (Palace Itália/Itália), de Jean Jacques Annaud - que pode desagradar aos que leram o livro (190 mil exemplares vendidos no Brasil, editora Nova Fronteira) e pretendiam uma enfadonha transcrição. Entretanto, como cinema, este filme inspirado no best-seller do semiólogo italiano Umberto Eco é obra vigorosa e merecedora da maior atenção.
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