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Medo de Amar (I)

"e eu sinto o corpo mole e eu faleço quando você me bole e bole e mexe e mexe e me bate na cara, e em dobra os joelhos e me vira a cabeça mas eu não sei se quero ou se não quero esse insensato amor que eu desconheço e que nem sei se é falso ou se é sincero que me despe e me vira pelo avesso "(Suely costa, "Medo de Amar Nº 2", 1978) Personagens comuns, uma história como tantas outras, ambientes despojados e até um happy end. Com tantos elementos convencionais e que pode fazer de um filme como "Frankie & Johnny" (cine Lido I, 5 sessões) uma pequena obra prima?

Medo de Amar (II)

"Não eu não sei se gosto ou se não gosto de sentir o que sinto e o que me atormenta e eu confesso que tremo desse sentimento que de repente chega e que me ataca e assim me faz perder-me e nem saber se esses carinhos são suaves ou velozes se o que escuto é o silêncio ou se ouço vozes" (Suely Costa/Tite de Lemos, "Medo de amar nº2", 1978)

Um feriadão rico em estréia nas telas

Numa semana apetitosa, com rendas estimuladas pelo feriadão, acontecem cinco auspiciosas estréias - enquanto outros filmes com boa bilheteria prosseguem em cartaz ("Cabo do medo", no Condor; "Bugsy", no Groff; "Uma Luz na Escuridão", no Bristol; "Desejos", no Astor; "O Silêncio dos Inocentes", no Itália; "Meu primeiro Amor", no Cinema I; "Thelma e Louise", no lido II).

Pouca estréia ajuda os melhores filmes

Não deixa de ser confortável esta redução de lançamentos: sobre mais tempo para rever os melhores filmes em cartaz - "Frankie & Johnny" (Lido I), uma jóia de humanismo, de visão indispensável, o também tocante "Tomates Verdes Fritos" (Lido II). Há o desenho animado de longa-metragem de Walt Disney. "A Bela e a Fera", que continua no Astor, e a superprodução de apelo popular "Batman, O Retorno", de Tim Burton, com Michael Keaton, Danny De Vito, Christopher Walken e, especialmente, a esplêndidda Michele Pfeiffer.

Um filme sobre Samuel Wainer e a Initial que traz cult-movies

A vida de Samuel Wainer (1912-1980), por ele contada num dos melhores best-sellers dos últimos anos ("Minha Razão de Viver", editora Record, 1988) já tem um pré-roteiro definido e o mais certo dos diretores para levá-lo ao cinema: seu filho caçula, Bruno, 31 anos.

A semana com "Delicatessen" só tem "Um Tiro de Misericórdia" estreando

Uma semana com apenas duas estréias pode, a primeira vista, parecer catastrófica a quem busca novidades. Entretanto, considerando os interessantes filmes em exibição - e que foram vistos por poucos devido ao esvaziamento da cidade no feriadão - a tranqüilidade na dança de lançamentos é benéfica. Das duas estréias, apenas uma que realmente merece que se dedique maior espaço: "Tiro de Misericórdia" de Phil Joanou (cine Groff, 5 sessões).

Artigo em 16.06.1992

Neste ano de tanta hispanidade, mais um evento: hoje, será inaugurada uma exposição de arte, com características inéditas. Três grupos de artistas apresentarão seus trabalhos, todos ligados com temática ligada à Espanha. Cenas do folclore espanhol, da história espanhola e mesmo trabalhos, retratando as Olimpíadas e a Expo 92, nesta mostra produzida pelo Sesc e que será realizado nos saguões do Consórcio Objetiva (Avenida 7 de Setembro, 3293). xxx

1.953 novos títulos colocados nas locadoras do Brasil em 91

Ultrapassou as expectativas! Expertes em vídeo - entre jornalistas especializados, donos de locadoras e distribuidoras, que consultamos em princípios de dezembro último, calcularam em 1.500 os títulos lançados no Brasil em 1991. Agora, graças à competência do editor Oceano Vieira, que há sete anos vem editando a mais completa revista informativa sobre o mercado - "Jornal do Vídeo", temos o número exato de lançamentos ocorridos nos meses entre janeiro/dezembro do ano que passou: nada menos que 1.953.

Ingressos 50% a menos nos cines Condor e Lido

Desde segunda-feira, os cines Condor ( "O cabo do medo"), Lido I ( "Voltar [à] morrer") e Lido II ("Thelma e Louise") estão cobrando ingresso de Cr$ 2 mil entre segunda e quarta-feira. Egom José Prim, 52 anos, 35 de cinematografia, superintendente regional da Cinema International Corporation, após meses de argumentação junto aos diretores da empresa, conseguiu provar o óbvio: é preferível ter casas lotadas com ingressos mais baratos do que poltronas vazias com o público afastado devido os ingressos a Cr$ 4 e Cr$ 5 mil.
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