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O romantismo bem latino e suave do Trio Irakitã

Na grande fase dos grupos vocais que faziam a melhor música brasileira, o Trio Iraquitã, formado por Edinho (Edison Reis da França, 1930-65), Paul Gilvan (Recife, 1929) e Costa Neto (Nata, 1930) projetaram-se como grandes intérpretes não só de MPB mas também de boleros. Há 40 anos o conjunto sai de Natal e após escalar em Recife iria excursionar pelo Norte chegando até as Guianas, inglesa e holandesa, além de visitar a ilha de Trinidad, apresentando em Caracas, Venezuela, Colombia e outros países.

Chico Viola, Orlando, Carmen e muitas outras vozes eternas

De certa forma, cada uma das etiquetas que se especializaram em reedições históricas refletem um pouco das preferências e visão de marketing de seus proprietários - colecionadores e profundos conhecedores da música brasileira do passado.

Música Brasileira - As reedições chegam com qualidade

Por múltiplas razões, a reedição se tornou uma forma de gravadores tradicionais - ou mesmo produtoras independentes, na área nostálgica - para enfrentar estes tempos de recessão. Afinal, para as gravadoras que dispõem de grandes acervos não custa quase nada providenciar remontagens de gravações de artistas que passaram pelos seus estúdios. Infelizmente, a maioria dos lançamentos é feita de uma forma caça-níquel - e nisto a Continental é campeã absoluta - recolocando dezenas de vezes no mercado, com títulos e capas diferentes, as mais esdrúxulas montagens.

A ciranda do poder

Foi em Paris, durante um dos muitos jantares cinco estrelas, com vinho da melhor safra, no apartamento-estúdio do pintor Juarez Machado - e preparados por sua esposa, Eliete - que o governador eleito Roberto Requião e Maristela, aconselharam-se sobre mudanças nas artes plásticas do Paraná. Como Juarez não iria trocar os US$ 30 mil que fatura (no mínimo) mensalmente na Cidade Luz para vir assumir a direção do Museu de Arte Contemporânea, lembrou o nome de seu maior amigo no Paraná, João Osório Brzezinski, 51 anos, como o nome ideal para dirigir o MAC.

Leon, aquele que revive a era de ouro da música

O homem que mais ama a música brasileira tradicional, Leon Barg, 60 anos, 40 de Curitiba

"Retratos", a obra prima do mestre Gnatalli, agora em CD

Em 1964, quando o Brasil vivia momentos de crise político-militar, pós golpe de 1º de abril, um dos gênios de nossa música, o gaúcho Radamés Gnatalli (porto Alegre, 27/1/1906-RJ, 1989) oferecia, longe das quarteladas, um trabalho de mestre" a suíte "Retratos", na qual homenageando Pixinguinha (1898-1973), Anacleto de Medeiros, (1866-1907), Chiquinha Gonzaga (1847-1935) e Ernesto Nazareth (1863-1934), desenvolvia um dos mais belos trabalhos instrumentais já feitos em nosso país.

The Best of Brazil, a personalidade recondicionada para consumo externo

Durante anos um dos negócios alternativos lucrativos para quem desejava estabelecer-se numa área paralelamente cultural era a de comercializar discos antigos. Afinal, era só nos "sebos" que se poderia encontrar discos editados há 10, 15 ou 30 anos e que, retirados de catálogos, esgotados, tornavam-se "collector's itens". Disto aproveitavam-se alguns donos de "sebos", cotando em somas elevadíssimas as raridades mais procuradas.

Cada vez mais brasileiro, João faz a melhor música

A leitura de um poema de Antônio Cícero ("Guardar"), no qual dizia que "guardar alguma coisa no cofre/perde-se de vista/guardar um pássaro é aprisionar o seu vôo", fez com que nascesse a atual parceria que desaguou nas canções deste novo lp ("Zona de Fronteira"). Wally Salomão, poeta baiano, diretor de shows da Gal Costa, seu outro parceiro, lhe propôs uma parceria para uma música destinada a Maria Bethânia, que acabou virando título de seu último elepê: "Memória da Pele".

Tom grava Noel Rosa para o songbook que Almir produz

Num ano de escassas edições musicais de bom nível - no qual será difícil fazer os tradicionais destaques da área fonográfica - uma das esperanças maiores se concentra no álbum duplo que o produtor Almir Chediak está realizando em homenagem a Noel Rosa (1910-1937). Depois do exaustivo estudo de João Máximo e Carlos Ridier - "Noel Rosa: uma biografia" (Editora da Universidade de Brasília, 1990), é a Lumiar Editora quem vai reverenciar aquele que para muitos continua sendo o nosso maior compositor popular.
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