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Valêncio Xavier

Mesmo sem ajuda, nosso vídeo vive

Durante dois anos e meio a infeliz administração da Fundação Cultural de Curitiba não só ignorou totalmente o setor de vídeo como também fez tudo para prejudicar a regulamentação do fundo Municipal de Cinema, projeto aprovado na excelente administração Roberto Requião por iniciativa do combativo vereador José Maria Correa. Denúncias sucessivas levantadas pelo vereador Mário Celso, um dos mais atentos fiscais dos desmandos na área cultural e a recente intimação à sra.

Artigo em 28.06.1991

Uma coincidência, que só os curitibanos mais antigos se lambraram: o novo intendente de Assunção, cuja posse foi prestigiada pelo vice prefeito Algaci Túlio, é homônimo de um dos advogados mais competentes da Prefeitura de Curitiba: Carlos Fiziolla. Com seu bem cuidado cavanhaque branco, chapéu coco, elegância britânica, Fiziolla era uma figura conhecidíssima e estimada na cidade. Profissional competente, era um homem bem humorado era um homem bem humorado, apreciador dos prazeres do mundo - os bons vinhos (excelente cozinheiro em fins de semana) e admirador do belo sexo.

Cursos que formaram os novos cineastas

Paralelamente ao trabalho de pesquisa, preservação e guarda do que fosse possível da memória filmada do Paraná - o que por si só justificaria a sua presença nos quadros culturais do Paraná - Valêncio Xavier, com sua visão de pioneiro da televisão curitibana ( a partir de 1960, foi um dos mais ativos roteiristas e diretores da TV-Paraná, passando depois para o Canal 12-TV Paranaense) se preocupou em abrir espaços para uma nova geração interessada em fazer cinema.

Uma viagem ao país dos colecionadores

Valêncio Xavier, múltiplo em suas agitações culturais - escritor, tv-man, pesquisador, cinéfilo, etc. - tem um orgulho especial: até hoje, ao que se saiba, foi o único intelectual identificado a se voltar para pesquisar e escrever a respeito da importância das estampas e figurinhas que, por décadas, eram utilizadas como apelo comercial em diversos produtos - cigarros, sabonetes, doces, charutos, etc.

Filme catástrofe na cultura curitibana

No explosivo ano de 1968, quando Paris estava em chamas pelos protestos populares, a injusta demissão do homem que havia salvado o patrimônio cinematográfico da Europa, o conservador da "Cinematheque Française", Henri Langlois (Esmirna, Turquia, 1914 - Paris, 1977) colocou mais lenha na fogueira.

No campo de batalha

Afinal, uma boa programação artística anunciada para o distante auditório Antônio Carlos Kraide, no Cento Cultural do Portão: o violinista-cantor-compositor Maurício Tapajós, que ali estará nos dias 11 e 12 de maio. Na semana passada, Maurício fez shows no "Vou Vivendo", em São Paulo, e também uma temporada no bar "Twenty One", no Hotel Sheraton, Rio de Janeiro, apresentando inclusive, novas músicas como "Voz União", parceria com Paulinho Pinheiro. xxx

O velho hotel da Estação renasce com toda a emoção

Embora nunca tenha morado no hotel, Elisabete lembra-se de seus tempos de menina - ela que nasceu em 9 de dezembro de 1946 - que visitando os tios João e Paulina, que permaneceram numa parte do prédio até falecerem, contaram estórias dos tempos iluminados do estabelecimento.

O bom "cult" que os cinéfilos perderam

Pouquíssimos cinéfilos da cidade souberam assistir uma obra de um dos mais respeitados cineastas contemporâneos - "Vícios e Prazeres", do húngaro Miklos Jancso, que confundida na programação pornô-violenta do Cine Palace Itália, não despertou maior curiosidade. Quem foi - como Valêncio Xavier, o atento diretor do Museu da Imagem e do Som - extasiou-se com um filme belíssimo, cortante e cruel em sua crítica ao poder, que com imagens coloridas e uma trilha sonora muito bem escolhida, envolve o espectador.

A arte de chefiar (em boa paz) um gabinete

O dia em que alguém tiver a iluminada idéia de escrever um bem humorado livro sobre a burocracia oficial, a figura do chefe de gabinete dos donos do poder poderá merecer um dos melhores capítulos. Afinal, em qualquer órgão de administração pública, esta função é fundamental para o êxito do titular do cargo - pois desde os menores problemas administrativos até as mais delicadas questões políticas exigem uma pessoa com jogo de cintura para aparar arestas, acalmar ânimos, entender explosões do "Chefe" e contornar solicitações das mais absurdas.
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