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Um banquete nova-iorquino para paladares especiais

"Pague um, leve três" sintetizou, com a maior objetividade, Denise Araújo, a curitibana que se tornou há pouco a primeira "Doutora em Woody Allen" (ver texto nesta mesma página), comentando "Contos de Nova Iorque" (Cine Bristol, hoje, 4 últimas exibições). São três estórias curtas unidas num filme com uma mesma cidade-tema: A Big Apple, na qual nasceram - ou vivem - os seus autores - apaixonados, Martin Scorcese, Francis Coppola e Woody Allen.

Denise, a nossa Doutora no cinema de Woody Allen

Denise Araújo, curitibana, formada em Letras, é a primeira "Doutora em Woody Allen". Está de volta à cidade, por alguns dias, revendo sua família e mostrando, com natural orgulho, o diploma que obteve, com sucesso, no mestrado em Literatura Americana na Arizone State University, em Tempe, USA. Como foi contratada como professora da Faculty Associate na Arizone State University deve retornar dentro de poucos dias.

"Splendor" compensa filmes que fracassaram na semana

Infelizmente, aconteceu o que prevíamos: dos cinco importantes filmes estreados há uma semana, dois já não estão mais em exibição: "Assassinato sob Custódia" (A Dry White Season), de Euzhan Palcy e "Contos de Nova Iorque", de Martin Scorcese, Francis Coppola e Woody Allen, foram substituídos por "Meu Pai - uma Lição de Vida", de Gary David Goldberg e "Splendor", de Ettore Scolla, nos Cines Lido II e Bristol, respectivamente.

Triste "Splendor" com salas vazias na tela e no Bristol

Não poderia ser mais paradoxal! Um filme que tem no esvaziamento dos cinemas a sua história deixa o cartaz do Bristol , com uma das menores bilheterias do ano: apenas 424 espectadores em 25 sessões - já que 3 acabaram sendo canceladas por total ausência de espectadores. O mais irônico: outro filme, com a mesma temática, teve mais de 60 mil espectadores em dez semanas de exibição. Por que?

Montagens com bom marketing

A fórmula de reunir fonogramas de diferentes artistas funciona muito em termos de marketing, que o diga a Sigla / Som Livre que tem 90% de seu catálogo neste sistema. Dos chamados "pau-de-sebo" - com artistas jovens, em início de carreira, as produções temáticas, são centenas as edições comerciais colocadas na praça com esta fórmula.

Na gorda safra visual, chegou a Sociedade dos Poetas Mortos

Começa a safra das vacas gordas para os exibidores! Após algumas semanas de indigência de filmes - e em conseqüência também de público - abre-se a temporada do Oscar, trazendo filmes que com o maior marketing faz com que o acomodado espectador, cada vez mais viciado pela TV e vídeo - e também assustado com os preços dos ingressos, a falta de segurança para estacionar veículos no centro e outras razões que levam ao esvaziamento das salas de exibição - prefira cada vez mais ver os filmes na telinha do que no esplendor da tela ampla.

Os "cult-movies" que os americanos curtem

Vai demorar, mas ainda chegaremos lá: a edição em vídeo de filmes que mesmo nos Estados Unidos ficaram na categoria de cult - isto é, fracassos em seus lançamentos comerciais, revalorizados depois. Ou então obras-propostas que mesmo no lançamento já chegaram com o estigma do fracasso financeiro.

"Splendor", a crônica da última sessão de cinema

Se o cinema é a indústria dos sonhos iluminados projetados na tela branca, "Splendor" é mais do que um filme: é o próprio sonho. Em torno deste filme não deveria haver críticas, ou releases: ou no máximo um poema tão profundo quanto aquele que Carlos Drummond de Andrade dedicou a Carlitos. "Splendor" é magia do início ao fim. Um filme para quem ama o cinema, sua simbologia, seu folclore.
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