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Aramis

Artigos por data (1986 - Agosto)

As cores de Leila que ajudam Márcio

Leila Pugnaloni, uma carioca que soube, em pouco tempo, curitibanizar-se de coração e alma, é uma artista em escalada. Seus trabalhos plásticos vêm sendo cada vez mais valorizados e, cabeça aberta a bons projetos, encontrou na poetisa Alice Ruiz uma alma-irmã para trabalhos a quatro mãos.

Campo Mourão assume a cultura nativista

Afinal, o Paraná assume o Nativismo. Com uma colonização gaúcha em tantos municípios do Oeste/Sudoeste - e mesmo na região Norte - até agora a forte música que se faz no Cone Sul não havia ainda tido maiores reflexos nos pálidos eventos musicais do Interior. Finalmente, com "Ventania", o grupo Cigarra, de Clevelândia, venceu os festivais de música de Pato Branco (no final de 1985), e o Fercapo, em Cascavel, em julho último.

No campo de batalha

Mesmo sendo candidato ao Senado e, numa segunda etapa, presidenciável nome, José Richa começa a sentir que a ausência do poder executivo faz diminuir a legião dos puxa-sacos. Na manhã de quarta-feira, desembarcou prosaicamente de um voô comercial da Vasp, no aeroporto Afonso Pena. Cumprimentado apenas, discretamente, três pessoas que ali se encontravam, ele próprio, foi à secção de entrega de malas. Não havia ninguém para fazer este trabalho. xxx

Roqueiros bebem sangue na sede do CTG de Cascavel

Aconteceu em Cascavel, há duas semanas. Durante o "Baile do Recadinho", realizado na sede do Centro de Tradições Gaúchas Gaudérios do Oeste, "atração artística" - o grupo "Dragões do Heavy Metal", ao apresentar um "show pauleira" matou uma galinha a dentadas, enquanto um de seus integrantes, Fábio Ramos, 18 anos (incompletos), bebia o sangue da ave - numa cena repugnante e que levou dezenas de pessoas a deixarem o local.

O colonialismo cultural destrói sotaque caipira

Até que ponto Fábio Ramos, líder (sic) do "Dragões do Heavy Metal", responsável pelo incidente ocorrido no CGT Gaudérios do Oeste, em Cascavel, pode ser responsabilizado sozinho? Talvez seja mais vítima do que algoz de um processo de lavagem cerebral que, a partir da globalização do Brasil em termos de "programação artística", leva a destruição dos valores locais e substituição pelo que de pior existe no lixo internacional.

No Campo de Batalha

Pelo menos três paranaenses - entre as quais a pintora Victorina Sabogni (espírita, ufologista, com uma obra que reflete sua visão espiritualista do mundo) - deverão participar da I Bienal Nacional de Arte Mística de Governador Valadares. As inscrições encerram-se no dia 16 e cada candidato pode enviar até três trabalhos inéditos - dentro da temática mística, nas categorias pintura, desenho e escultura. xxx

Em "Lola", uma visão crítica da Alemanha

"Não sei narrar história alguma de modo não político, por mais engraçada que seja. Por princípio, eu recusaria isso para mim e meus filmes. Especialmente também para a época em que transcorre este filme. Foi uma época tremendamente política a era de Adenauer". (Werner Fassbinder, a propósito de "Lola".) xxx

Um Homem - Garcez, governador? (Ora, por que não?)

Alberto Garcez Duarte Filho aceitou o desafio: é candidato ao governo do Paraná pelo Partido Social Cristão. Tem mais: acredita que sua participação não é apenas simbólica, de protesto ou para marcar uma agremiação política "de profundas convicções, uma filosofia e um plano de trabalho". Lembra o exemplo de Maria Luiza Fontanelle, que sem maiores recursos financeiros e através de um partido pequeno - o PT - surpreendeu nas eleições do ano passado e conquistou a Prefeitura de Fortaleza.

No campo de batalha

Fátima Alegria, uma das mais aplaudidas sopranos brasileiras, será a solista de "Apolo e Dafne", cantata dramática para duas vozes (a segunda é do baixo Zuinglio Faustini) que a orquestra da Camerata Antiqua de Curitiba, regida por Roberto de Regina, apresenta amanhã a noite no auditório Salvador de Ferrante. A regência é do maestro Roberto de Regina, fundador da Camerata e que, idealisticamente, num trabalho nem sempre devidamente, prestigiado, vem garantindo a sobrevivência desta unidade musical da FCC. xxx

Elizeth, 50 anos de amor e emoção

Felicidade existe em qualquer lugar Depende apenas de querer procurar Às vezes basta dar ouvido à voz Que fala dentro de nós ("Felicidade Segundo Eu", Dona Ivone Lara/Nei Lopes). xxx

Novos tempos com gente nova

Lentamente, mas com bom senso e segurança, a secretária Suzana Maria Munhoz da Rocha Guimarães, está promovendo a dedetização da pasta que assumiu há menos de três semanas. Uma necessidade de sobrevivência administrativa, cercando-se de pessoas confiáveis e competentes para, no curto período que dispõe, poder realizar alguma coisa - compensando os mais de três anos que o Paraná perdeu devido a incompetência, ódio e interesses políticos que ali existiam.

Assembléia na cultura, é o que Alencar propõe

- O plenário é soberano, mas a desorganização da Assembléia Legislativa é tamanha que não cumpre sequer as suas determinações. A reclamação é do feroz deputado Osvaldo Alencar Furtado, que tem solicitado reiteradas vezes que retornem para votação os projetos retirados por determinado período e que, estranhamente, ficam longe da discussão dos parlamentares. É o caso do projeto de resolução que cria a Assessoria Cultural do Legislativo. xxx

Antonio Chimango, a sátira rio-grandense

A falta de identificação e informação da cultura nativista entre nós, faz com que aconteça despercebidamente uma interessante encenação no palco do Auditório Salvador de Ferrante, neste final de semana: "Antonio Chimango" (21 horas, até domingo).

"Nasce uma estrela" e "Metrópolis".

A melhor estréia é uma reprise. Isto mesmo!

Um prêmio para Bolinha no concurso de roteiros

Com poucos filmes inéditos (a maioria já foi levada a outros festivais e mesmo exibidos nos circuitos normais, como o superado "Céu Aberto", (de João Batista de Andrade), o Rio-Cine-Festival, que inicia oficialmente amanhã no Rio de Janeiro, só tem um ponto de ligação com os realizadores paranaenses: a premiação do roteiro inédito de "Impasse Social ou nem Marx, nem Odair José" de Altenir Silva (o Bolinha).

Brecht, 30 anos depois

Desta vez o Goethe Institut, tão atento em eventos culturais, inverteu as ordens das comemorações. Ao invés de marcar a efeméride dos 30 anos da morte de Bertold Brecht (Berlim Oriental, 14/8/1956) com algum evento cultural, preferiu adiar a sequência da programação elaborada para este ano e, ontem, nada de significativo ocorreu.

Yana, o fogo e sua música

Se de Curitiba, onde passou quatro dias para promover o seu disco "For a Distant Love", Yana Purim levou excelente impressão, especialmente da fidalguia com que foi hospedada por Gastão Parodi, no Guaíra Palace Hotel, em Florianópolis a artista não teve a mesma sorte. Hospedada no Hotel Iguaçu, teve vários problemas - inclusive um misterioso incêndio em seu apartamento, que destruiu seu guarda-roupa e valores. xxx

Madame Satã, herói em HQ

Figura folclórica da boêmia carioca, Madame Satã (João Francisco dos Santos), 10 anos após a sua morte, acaba de ganhar uma consagração póstuma: herói de história em quadrinhos. xxx A iniciativa foi de Luiz Antonio Aguiar e Júlio Shimamoto que criaram uma esplêndida história em que o famoso homossexual e malandro carioca envolve-se nuam história de espionagem ambientada em 1940, nas semanas que antecederam a decisão de Getúlio Vargas em se alinhar a favor dos Aliados contra as potências do Eixo.

Uma nova galeria e muitas exposições

A cidade tem mais uma galeria. Profissional, disposta a dar um sentido da maior dignidade às exposições que promoverá. Para começar, evitando mal entendidos e ferir susceptibilidades, Fernando Velloso, felpuda raposa do meio plástico, mais de 30 anos na área cultural e pintor de grande curriculum, optou por uma coletiva. Assim deu para agradar a muitos e começar a nova galeria - Contemporânea, na Rua Gonçalvez Dias, 164, Batel, com um bom astral.

Uma ilha de Cristóvão e as poesias de Elisa

Numa prova de que nossos escritores estão deixando os limites municipais, pelo menos quatro deles estarão em São Paulo, na próxima semana, autografando seus títulos na Bienal do Livro, no Anhembi. Editados por casas publicadoras nacionais, deixam, assim, a condição de amadorismo, que tem marcado, até hoje, a nossa produção literária. xxx
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