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Sérgio Cabral

As estórias do Antonio`s o bar que fez lenda no Leblom

A leitura de "Antonio`s - [Caleidoscópio] de um bar", tão deliciosa quanto um Royal Salute ou o mais envelhecido dos vinhos brancos alemães corresponde a uma viagem ao Brasil destes últimos 25 anos, através da étnea de jornalistas, gente de tv, teatro e cinema, políticos ou simplesmente biriteiros que, com ou sem dinheiro, mais (ou menos) famosos sempre frequentaram o bar que oficialmente nasceu na noite de 11 de fevereiro de 1967, com o nome da música que Frank Sinatra consagrara - Strangers in the Night, na avenida Bartolomeu Mitre, 297, loja C, como sucessor do Le Grill de Leblom e com a

Noel Rosa, atual e moderno revivido em seus songbooks

Transcorridos quase 50 anos da morte de Noel Rosa - ocorrida em 4 de maio de 1937 - e 81 de seu nascimento (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910), Poeta da Vila está mais vivo do que nunca. Difícil encontrar um brasileiro que não conheça alguma canção entre as 230 que Noel compôs em seus breves 26 anos, 4 meses e 4 dias em que viveu, amou e sobretudo compôs no Rio de Janeiro - com raras saídas da Vila Isabel, onde nasceu e viveu toda sua vida na casa de seus pais, Manoel Medeiros Rosa, gerente de uma camisaria e Maria de Azevedo, professora primária.

Tom grava Noel Rosa para o songbook que Almir produz

Num ano de escassas edições musicais de bom nível - no qual será difícil fazer os tradicionais destaques da área fonográfica - uma das esperanças maiores se concentra no álbum duplo que o produtor Almir Chediak está realizando em homenagem a Noel Rosa (1910-1937). Depois do exaustivo estudo de João Máximo e Carlos Ridier - "Noel Rosa: uma biografia" (Editora da Universidade de Brasília, 1990), é a Lumiar Editora quem vai reverenciar aquele que para muitos continua sendo o nosso maior compositor popular.

"Retratos", a obra prima do mestre Gnatalli, agora em CD

Em 1964, quando o Brasil vivia momentos de crise político-militar, pós golpe de 1º de abril, um dos gênios de nossa música, o gaúcho Radamés Gnatalli (porto Alegre, 27/1/1906-RJ, 1989) oferecia, longe das quarteladas, um trabalho de mestre" a suíte "Retratos", na qual homenageando Pixinguinha (1898-1973), Anacleto de Medeiros, (1866-1907), Chiquinha Gonzaga (1847-1935) e Ernesto Nazareth (1863-1934), desenvolvia um dos mais belos trabalhos instrumentais já feitos em nosso país.

Raphael e Dino ao violão, o melhor LP instrumental de 91

Quando criou há pouco mais de um ano a Caju Musik, o alemão "Cariocarizado" Peter Klan, ex-Ariola, decidiu que produziria os melhores discos instrumentais brasileiros. Record-man de sensibilidade tanto artística como em sua visão empresarial, Klan vem cumprindo o que se propôs. O catálogo da Caju, embora ainda reduzido, contém algumas das melhores produções instrumentais dos últimos anos - incluindo reedições de discos que haviam passado desapercebidos quando de seu lançamento em pequenas tiragens.

Só com os sambas das escolas as novidades deste Carnaval

É chover no molhado, repetir o óbvio ululante (como diria Nelson Rodrigues) e clamar no deserto sonoro a falta de músicas carnavalescas. Afinal, a verdade é uma só: a época em que havia marchinhas e sambas - eventualmente marchas-ranchos - especialmente para o Carnaval vai tão distante quanto o tempo dos lança-perfumes, dos confetes e serpentinas aos quilos, dos programas de rádio-auditório e até das virgens que, diziam os pais preocupados, "tinham que se cuidar para não se perderem no tríduo momesmo". Bons tempos que se foram!

A música em palavras

O professor e pesquisador Alceu Schwab, 66 aos - que em breve lança seu "A Música Popular no Cassino Ahú", terá que reeditar seu pioneiro "Bibliografia da MPB", que fez há alguns anos. É que anualmente aumenta o número de livros sobre a nossa música - biografias, ensaios, interpretações e mesmo obras de arte. 1990 foi, particularmente, generoso: quase 30 lançamentos, incluindo trabalhos de fôlego e dois livros que estão nas relações dos mais vendidos desde quando saíram do prelo: "Chega de Saudade", de Ruy Castro, e "Noel Rosa, Uma Biografia", de João Máximo e Carlos Didier.

Os importantes songbooks que Chediak vem editando

Almir Chediak, professor de música e editor, apostou num projeto audacioso que está dando certo: "songbooks", com as obras de compositores brasileiros. Depois de lançar volumes dedicados à Caetano Veloso e à Bossa Nova (3 volumes), prepara-se agora para mais sete álbuns de canções: Cazuza, Tom Jobim e Rita Lee. Além das partituras de suas músicas mais conhecidas, cada "songbook" trará textos biográficos e análises críticas, em edições da editora Lumiar. Em novembro devem chegar às livrarias e outros pontos selecionados de vendas. Já o songbook de Gilberto Gil fica para 1991. xxx

Leon traz as suas cantoras do rádio

Para a leitura de um livro como "No Tempo de Almirante - Uma História do Rádio e da MPB", de Sérgio Cabral (Francisco Alves Editora) há que se buscar um fundo musical apropriado. E nisto o trabalho de um pernambucano-curitibano, Leon Barg, 60 anos, é perfeito: as edições da "Revivendo", com a época de ouro da música (e do rádio) brasileiro adquirem um justo reconhecimento nacional.
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