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Superman na luta pelo desarmamento

O Superman está novamente no espaço. Literalmente, agora ele vai para o espaço numa tentativa de limpar a Terra das armas nucleares. Coincidentemente, a estréia nacional de "Super-Homem IV: Em Busca da Paz" (cines Palace Itália, às 14, 16, 18, 20 e 22 horas; cine Itália, 13, 15, 17, 19 e 21 horas) acontece duas semanas depois que Reagan e Gorbachev assinarem o tratado que é o início (esperamos!) do fim da guerra nas Estrelas.

Um desperdício fatal na semana do Carnaval

Parece brincadeira, mas é verdade: distribuidores insistem em "queimar" excelentes filmes na esvaziada semana de Carnaval como se fossem fogos de artifícios. Parece que falta aos (ir)responsáveis pela marcação das datas, a mínima sensibilidade em entender o óbvio: no reinado de Momo, a freqüência aos cinemas cai de forma impressionante. Quem não viaja, cai na folia e no máximo fica em casa para acompanhar, pela televisão, os desfiles das escolas-de-samba do Rio de Janeiro - que é considerado um dos maiores espetáculos do mundo.

"Coronel Redl" e "Trem", os dois bons lançamentos

Poucas vezes estrearam tantos filmes atraentes. Nunca faltaram tanto espectadores. A crise de público nos filmes brasileiros (ver comentário em "Tablóide", nesta mesma edição) é altamente preocupante e produções recentes, apresentados em festivais - ganhando com isto um ótimo espaço promocional - nem assim conseguem despertar o grande público. Que, no máximo, prefere "As Bruxas de Eastwick", de George Miller (Astor, 2ª semana) ou "Robocop" (Plaza), os únicos filmes de boa bilheteria.

A programação continua na base dos trapalhões

Incrível, fantástico, extraordinário! Deu a louca na cabeça dos programadores dos cines Plaza e Lido II. Só assim se explica que um filme menor, quase uma pornoprodução classe "B" - "As Prisioneiras da Selva Amazônica", produção da Boca do Lixo de São Paulo, direção de um certo Conrado Sanches, ganhe estréia no Plaza (desde ontem) e Lido II (a partir de amanhã). Quando há tantos filmes - nacionais e estrangeiros - a espera de melhores datas, sem falar em reprises excelentes, é incompreensível que duas das melhores salas sejam bloqueadas por uma produção que beira a pornografia.

Besame Mucho e Sem Perdão, as boas estréias da semana

Quatro estréias revigoram um pouco a semana, embora os filmes mais aguardados - como o magnífico "Rádio Days / A Era do Rádio", de Woody Allen, estejam reservados para quando setembro vier. Das estréias, duas especiais atrações: "Besame Mucho", de Francisco Ramalho Júnior, da peça de Mário Prata, e "Sem Perdão" (No Mercy), de Richard Pearce, com a loira-sensação destes anos 80, Kim Basinger (de "Nove Semanas e Meia de Amor"). Uma comédia amalucada, "Dois Policiais em Apuros", de Peter Hyams (Lido I) também tem chances de fazer boa carreira.

No campo de batalha

Marco Aurélio Marcondes, ex-diretor de comercialização da EMBRAFILME e agora braço direito do poderoso Ugo Sorrentino (Art Filmes), esteve na cidade, acertando com João Aracheski, executivo da Fama, o lançamento de produções importantes que estão chegando ao Brasil. Entre outros filmes, "A Manhã Seguinte", de Sidney Lumet com Jane Fonda e "A Companhia dos Lobos", de Neil Jordan (o mesmo diretor de "Monalisa", prometido para breve no Palace Itália). xxx

"Betty Blue", a melhor estréia

Apenas três estréias numa semana das mais fracas: "Betty Blue 37, 2 da Manhã", "Massacre na Serra Elétrica" e "Emanuelle 4 e sua Forma de Amar". Afora isto, apenas reprises e continuações e mesmo nas sessões extras do circuito alternativo nada de especial. A esperança é a próxima (dia 3) estréia de "Um Trem para as Estrelas", o novo filme de Cacá Diegues.

São oito estréias para ninguém botar defeito

Quem nunca comeu melado... O velho adágio da música popular se aplica nesta semana cinematográfica. Nada menos que oito estréias, algumas entre as mais interessantes do ano, acontecem simultaneamente, fazendo com que os fãs de cinema (em tela larga) tenham que se desdobrar para acompanhar a programação, pois, infelizmente, ótimos filmes não encontram (bom) público e assim ficam poucos dias em cartaz. Querem dois exemplos? "Arizona, Nunca Mais" e o extraordinário "O Declínio do Império Americano" já estão substituídos.

"Platoon", o filme com maior público

Ao invés da pornografia, a guerra do Vietnã - devidamente avalizada com três Oscars-87 (melhor filme, direção e montagem): "Platoon", de Oliver Stone, em três meses de exibição foi visto por mais de cem mil pessoas e provou que o marketing da festa do Oscar ainda garante o sucesso do filme.
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