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The Best of Brazil, a personalidade recondicionada para consumo externo

Durante anos um dos negócios alternativos lucrativos para quem desejava estabelecer-se numa área paralelamente cultural era a de comercializar discos antigos. Afinal, era só nos "sebos" que se poderia encontrar discos editados há 10, 15 ou 30 anos e que, retirados de catálogos, esgotados, tornavam-se "collector's itens". Disto aproveitavam-se alguns donos de "sebos", cotando em somas elevadíssimas as raridades mais procuradas.

Tom grava Noel Rosa para o songbook que Almir produz

Num ano de escassas edições musicais de bom nível - no qual será difícil fazer os tradicionais destaques da área fonográfica - uma das esperanças maiores se concentra no álbum duplo que o produtor Almir Chediak está realizando em homenagem a Noel Rosa (1910-1937). Depois do exaustivo estudo de João Máximo e Carlos Ridier - "Noel Rosa: uma biografia" (Editora da Universidade de Brasília, 1990), é a Lumiar Editora quem vai reverenciar aquele que para muitos continua sendo o nosso maior compositor popular.

Leo, um som com novas cores em nossa música

Dentro da valorização instrumental que tem sido um dos (poucos) aspectos positivos dentro da MPB, o carioca Leo Gandelman é um exemplo da soma do Talento + estudo + disciplina num resultado ótimo. Dono de um sopro belíssimo, este filho de imigrantes russos/ucranianos/lituanos chega a condição de encontrar um público fiel, que, amanhã deverá comparecer ao auditório Bento Munhoz da Rocha Neto para lhe aplaudir como merece (única apresentação, ingressos entre Cr$ 3 a 6 mil).

Em CD, Leon continua a reviver o que de melhor o Brasil cantou

Assim como o "Jornal do Brasil" apontou há alguns meses alguns "brasileiros de exportação" (entre os quais o curitibano Norton Morozowicz, flautista e regente da Orquestra de Câmera de Blumenau) como exemplos profissionais que honram o nosso país, a Câmara de Curitiba deveria também instituir uma homenagem realmente significativa aos "curitibanos de exportação" - pessoas que contribuem para que nossa cidade ganhe um prestígio fora de nossas fronteiras.

Os Garfunkel que Curitiba esqueceu

Maringá - Durante três dias, Jean Garfunkel teve uma experiência um pouco diferente da que está acostumado a viver nas centenas de festivais de música que há 20 anos vem participando. Ao invés de estar entre os competidores em busca de premiações, este paulista descendente de franceses e que, afetivamente, se considera meio curitibano, foi um dos sete jurados que escolheram as melhores músicas em competição no XIV Festival de Música de Canação, realizada entre os dias 27 a 29 de setembro, no Cine Horizonte.

A arte da flauta, violão e piano que poucos aplaudiram

Pouco mais de 100 pessoas - perdidas no imenso Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto - assistiram na noite de sexta-feira, 29, um dos melhores espetáculos instrumentais da MPB que ainda este ano estará sendo levado a platéias européias e, possivelmente, em princípios de 1992, ao Japão. Infelizmente, como havíamos aqui previsto na semana passada, a única apresentação do flautista Altamiro Carrilho - comemorando seus 50 anos de carreira - ao lado dos amigos Sebastião Tapajós (violão) e Gilson Peranzetta (piano) não teve o público merecido.

Pinheiro Machado, um exemplo de bom editor

Entre uma nova geração de editores brasileiros que mesmo enfrentando as limitações de um mercado muito aquém das possibilidades que teria (como exemplo, lembramos o que registramos no último domingo, sobre a existência de apenas 81 pontos de vendas de livros no Paraná), alguns publishers de visão estão impulsionando suas casas editoras de forma exemplar.

Avaré e Cascavel fazem seus festivais de MPB

Julho é o mês dos festivais de música. Enquanto em Londrina, Campos do Jordão e Blumenau acontecem os eventos na área clássica, em Avaré e Cascavel ocorrem dois dos mais tradicionais festivais de MPB. Coincidentemente, neste fim-de-semana, o que impede que muitos ratões de festivais - aqueles compositores-intérpretes que tais como o personagem de "O Vencedor" de Ignácio de Loyola, vivem dos prêmios que buscam em mostras competitivas - possam buscar os troféus e, especialmente, os cheques nos eventos que mais uma vez estarão ocorrendo a partir de hoje.

Inédito de Ary Barroso gravado pela Revivendo

Além de 22 históricos fonogramas, com registros que vão desde os Hinos à Bandeira Nacional (1906) e o "Hino Nacional Brasileiro" (1822), até "Isso é Brasil" (1947, José Maria de Abreu / Luiz Peixoto), a arqueologia ufanista promovida por Leon Barg incluiu uma faixa inédita. Trata-se de "Onde o Sol Doira as Espigas" (1944), samba de Ary Barroso (1903-1964), que só foi cantado no rádio duas vezes pelo cantor Moraes Neto em 1944. Hoje aos 73 anos, residindo em Curitiba desde 1989, Moraes Neto contou a Leon Barg sobre esta música inédita do grande Ary, que sofreu a censura na época.
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